quinta-feira, 12 de junho de 2014

trilha do rio mogi e funicular paranapiacaba

DESCIDA PELA TRILHA DO RIO MOGI E SUBIDA PELO FUNICULAR DE PARANAPIACABA.
Planejamento feito durante duas semanas, assistimos a vídeos e lemos vários relatos na internet.
Hora de preparar as mochilas como verdadeiros escoteiros que fomos e sempre seremos.
Capas de chuva, Facões, Faca, Canivetes, Lanternas, cisal, fogareiro, 2 bussolas, cartas topográficas, luvas, pano de prato, pano de chão, par de chinelos, isolante térmico, sacos de dormir, corda 10 metros, garfo, faca, colher, sopa em pedaços maggi, macarrão, arroz, linguiça calabresa, queijo ralado, 6 lanches prontos, 4 todinhos, barras de cereais, 3 chocolates grandes, caneca, prato, panela, cantil, garrafa pet, cinto, escova e pasta de dentes, 2camisas, 2 cuecas, 2 meias, moletom e blusa para dormir e 1 toalha de banho.
Kit fogo:
8 algodões com parafina, 3 O.B’s,  10 pedaços de borracha, 4 pedaços de algodão, 1 fosforo, 1 isqueiro, 1 pederneira.
Primeiros socorros:
Dipirona, sundown, off, esparadrapo, luva látex, 2 ataduras, soro, gilete, lixa de unha, espelho, 3 gazes, tesoura, cortador de unha, pinça, 1 canivete multiuso, advil, anti alérgico polaramine comprimidos, decadron líquido e fenergan pomada.

Depois de tudo bem acomodado em duas mochilas uma com 14 Kg e outra com 20Kg era só aguardar a sexta e pronto.
Chegou sexta 23/05/2014 e depois de alguns meses sem chuva resolveu chover na sexta no sábado e no domingo todinho então como nossa empreitada dependia de tempo firme devido à descida por um rio e uma subida por trilhos de trem não poderíamos nos arriscar em pegar chuva.
Deixamos então tudo preparado para o próximo final de semana. 
Então como o clima-tempo deu passe livre partimos de casa as 3:50 do dia 31/05/2014 para pegarmos o primeiro ônibus para o centro de Ribeirão Pires e de lá pegarmos o trem até Rio Grande da Serra  e um ônibus para Paranapiacaba.




Chegamos 5:40 em frente ao cemitério, voltamos um pouco e logo estávamos no mirante onde tiramos algumas fotos e começamos a descida ainda no escuro ao chegarmos a primeira torre já estava clareando e depois de admirarmos um pouco a paisagem  continuamos sempre seguindo as torres. Na 5º torre a trilha faz um S, passamos por baixo da torre e depois de uns 100 metros fizemos uma curva a direita voltando e continuamos a descer até cruzarmos uma nascente, neste ponto paramos de seguir a trilha e fomos seguindo a nascente até encontrarmos o rio Mogi, descemos contemplando a paisagem maravilhosa que estava em nossa volta.




Chegamos à maravilhosa prainha onde demos uns mergulhos, descansamos e comemos uns lanches para repor as energias.


Roupas praticamente secas, energia recarregada, partimos para mais um trecho do rio onde em meia hora estávamos na Pedra do Pulo (outro paraíso para se desfrutar e com um ótimo lugar para acampamento).
Admiramos o local, mas tínhamos outro objetivo que era acampar no começo da funicular, então continuamos a caminhada até chegarmos aos container. Pegamos um atalho na direção da  cremalheira e então encontramos um rancho maravilhoso que veio a calhar pois já era 17:30 e só chegaríamos na funicular a noite, então decidimos acampar ali mesmo. Tomamos um banho, preparamos acampamento, acendemos uma bela fogueira e preparamos um delicioso jantar as 19:30 caímos na barraca e dormimos igual bebês.




Acordamos as 5:00 e começamos  a desmontar acampamento, desmontar fogueira, guardar os lixos pois
‘’se não pudermos deixar as coisas melhores do que as encontramos então temos a OBRIGAÇÃO de deixarmos como as encontramos.’’
Então as 6:00 depois de um belo café da manha e uma gambiarra no coturno que depois de seis anos de trilhas resolveu por merito soltar a sola.
Partimos para funicular, passamos pela estação RAIZ DA SERRA onde tiramos algumas fotos e fomos seguindo até a Piassaguera por uma estradinha que dá acesso a MRS, chegando em baixo da Piassaguera e olhando para esquerda se vê uma casinha e a esquerda desta casinha esta a entrada da trilha onde chegamos as 8:20.
Ao entrarmos na trilha logo aparece uma bifurcação, seguimos a direita e encontramos um tanque gigantesco e profundo de água que era usado para as caldeiras do sistema funicular lindo de se ver mas a trilha não era por aqui então retornamos até a bifurcação e pegamos a esquerda passando por uma pontinha feita com trilhos de trem, ai sim estávamos na trilha certa.

Fomos seguindo a trilha onde começamos ver bem demarcadas as encostas, o cabo de aço que puxava os trens do sistema funicular e alguns trilhos nas laterais, a subida é tranquila em meio a muitas árvores pelo caminho e algumas encostas desbarrancadas, até que as 9:10 chegamos a 1º ponte onde não é possível atravessar devido a muito mato por cima da mesma, então vimos a direita uma trilha que passa ao lado da ponte e sai do outro lado tranquilamente
Continuamos nosso caminho rumo a Paranapiacaba as 9:40 chegamos a 2º que novamente não foi possível atravessar, também há uma trilha a direita só que essa proporciona um pouco mais de adrenalina pois é preciso passar por uma cachoeira que escorre encima de uma pedra e temos que passar por cima desta pedra andando uns 10 metros sobre ela.


É uma paisagem linda e um bom local para pegar água, voltando a trilha chegamos a uma casa de maquinas e uma caixa de água de aproximadamente 4 metros de altura, podre com árvores crescendo em volta (é a natureza retomando o que é dela).
Prosseguimos a caminhada e as 10:10 meu filho que esta atrás de mim grita OLHA!!!... e então quando olho para frente vejo uma boca escura e gigantesca bem na minha frente e quase infarto de susto e era só um túnel, o 1º  mas nunca imaginei que eu iria sair da mata praticamente fechada e dar de cara com uma obra de tamanha exuberância, adentramos o mesmo e ficamos deslumbrados. Além disso é possível acampar tranquilamente nele.

Voltamos a andar e as 10:23 chegamos no 2º túnel que também dá para acampar passamos o mesmo e as 10:30 chegamos na 3º ponte também da para contornar por trilha a direita onde passamos por 3 córregos e levamos uns 10 minutos para atravessar.
As 10:45 chegamos ao 3º túnel onde paramos 10 minutos para comer alguma coisa e as 11:10 estávamos na frente da 4º ponte, a primeira a ser atravessada por cima, analisamos um pouco toda a ponte e decidimos ir pelo lado esquerdo devido ao final ter menos matos. Terminamos a travessia as 11:55 pois fomos com muita cautela e um pouco de medo.
Logo que saímos desta ponte chegamos na 5º ponte que mais parece um viaduto pois tem a ribanceira dos dois lados mas em cima da ponte a vegetação e as pedras cobrem os espaços que seriam vazios e é possível passar normalmalmente.
A 6º ponte  pode ser atravessada por cima ou por trilha, nós optamos em ir por trilha e foi bom pois no meio da trilha achamos mais um tanque de água feito para uso nas caldeiras do sistema funicular um espetáculo em meio a mata, também encontramos um córrego onde reabastecemos nossos cantis.



Atravessamos a 7º ponte por cima terminamos as 13:50 e as 13:53 topamos com mais uma, a 8º que também optamos atravessar por cima. Logo em seguida nos deparamos com o 4º túnel passando por ele as 14:08, ao terminar ele andamos dois minutos e surpresa 9º ponte também por cimas 14:10. Fomos subindo até que 14:30 estávamos no 5º túnel e logo depois na 10º ponte viaduto.
As 14:53 passamos pela 11ª ponte(viaduto) e as 15:00 passamos pelo 6º túnel. A 12º ponte foi atravessada as 15:10 (passamos por cima porém é contornável). Caminhamos uns 20 minutos chegamos em uma casinha onde fizemos um descanso até as 15:50 e continuamos a caminhada curtindo as paisagens maravilhosas e chegando na 13º às 16:00.
Às 16:14 passamos por uma ponte viaduto a 14º e logo chegamos em um ponto para pegar água que já estava acabando, é uma nascente ao lado direito da trilha onde nos esbaldamos e descansamos um pouco.
As 16:35 encontramos a  15ª ponte que atravessamos por cima, fizemos uma boa caminhada por mata fechada mas a trilha é  bem nítida.
As 17:15 passamos por mais uma ponte viaduto a 16ª, e logo chegamos ao 7º túnel com 250 metros, as 17:23 já preocupado com o horário pois logo iria escurecer e queríamos chegar ao final com segurança alcançamos a 17º ponte que atravessamos numa boa pois já estávamos ficando craques nisto, chegamos ao 8º túnel eram 17:44 já escurecendo e este túnel tem varias janelas uma obra interessante pela data em que foi construída.

Caminhada tranquila e chegamos ao 9º túnel as 17:57 , logo passamos por mais uma ponte viaduto a 18ª
Escureceu as 18:05 e com lanternas em mãos vencemos o 10º túnel, estávamos preocupados e cogitamos acampar pois sabíamos que teríamos mais algumas pontes para atravessar e seria no escuro mas a proximidade com nosso destino nos animou e seguimos em frente.
A 19º ponte está quase em perfeito estado e como estava escuro não pudemos ver a altura e isso que achávamos preocupante passou a ser um alívio, pois o medo diminuiu muito e terminamos de atravessar as 18:10, logo na sequência vem o 11º túnel que ultrapassamos chegando as 18:20 na 20ª e ultima ponte, mas ainda tinham alguns tuneis pela frente segumos e encontramos o 12º túnel as 18:28 e as 18:35 passamos pelo ultimo túnel o 13º.
Mas ainda tínhamos um problema (por onde sair???), a principio iríamos descer até a cremalheira e subir por trilha até a entrada do mirante próximo ao cemitério mas como já estava a noite e não conseguíamos achar a entrada desta trilha, decidimos continuar caminhando até o museu e foi isso que fizemos ate acharmos um vão no alambrado e subirmos para o centro alto onde paramos no ponto de ônibus as 19:22.
Aguardando o ônibus e olhando o céu limpo chegamos ao fim desta caminhada e foi neste mesmo ponto ONDE TUDO COMEÇOU NO DIA ANTERIOR.


OBSERVAÇÕES DESTA TRILHA.
- Entrar na trilha antes da 8:00 ou depois das 17:00 devido a fiscalização que fica na entrada da mesma.

- A descida é tranquila mas tem várias bifurcações que levam até a beira das torres possivelmente usadas para fazer manutenções então é só ficar na trilha principal que é fácil de ver.

- Quando chegamos a um córrego grande depois da 5º torre decidimos ir por ele, pois a paisagem é diferente; é mais puxado, pois temos que ir pisando em pedras por dentro do rio e isso pode causar acidentes, por outro lado encontramos vários poços e quedas que pela trilha não conseguiríamos ver.

- Na serra existem vários ranchos e parece um tabu falar destes nos blogs mas é bem difícil de encontrar, encontramos um e foi na hora certa pois estávamos cansados e nos serviu muito bem usamos a água e algumas lenhas além da bancada e o próprio terreno, que era ótimo para acampar mas arrumamos tudo e não mechemos em nada que não podíamos.

- Todas as pontes são consideradas viadutos mas aqui no relato eu identifiquei pontes viadutos como pontes que parecem a propria trilha só tendo as laterais altas mas nos trilhos tem terra e pedras.

- a subida pela funicular é magnífica mas para fazer em um dia é bem puxada pois o legal é ir curtindo as paisagens e lugares por onde passaram milhares de pessoas e então acabamos não almoçando e nem fizemos paradas grandes, mesmo assim chegamos as 19:00,também não corremos pois o importante principalmente nas pontes onde se corre um grande risco é fazer no seu tempo sem pressa.

SEGUE AS FOTOS DE TODO O PERCURSO.